25 de fevereiro de 2008

Descubra as diferenças





GRC

Obama nas Alturas

Se é verdade que estas primárias americanas são indicativas do que esperar da política externa dos EUA (a que a nós mais nos interessa), também não é menos verdade que se revestem de contornos realmente patéticos. Isto pode ser generalizado para outras actividades e está, aliás, já entranhado na cultura do “american dream”. As coisas podem ser feitas de forma simples mas isso não se coaduna com o espírito americano, há que haver pompa, há que haver reboliço, há que haver exaltação. É o “american way”. E eles orgulham-se disso.
É neste contexto que surge a personagem de Barack Hussein Obama. De origens africanas, este senador do Illinois é, antes de uma personalidade, um produto. Um produto criado como tantos outros para ser consumido pelo povo americano. As ideologias são trocadas pelas causas mais convenientes e que amealhem mais votos. Que querem as pessoas? Mudança? Algo que as motive, algo que as apaixone, algo que as desperte da inércia política? Então vamos criá-lo. E surge Obama. Negro com ascendência africana e muçulmana com dons de oratória e com aparência de subnutrido a sonhar com a Casa Branca. Apaixonante, emocionante e.... falso.
Vamos aos números? Vamos a isso. Até agora, Barack Obama angariou cerca de 103 milhões de dólares. Foi a classe baixa, as minorias étnicas ou as milhões de pessoas sem acesso a cuidados de saúde que contribuíram com tamanha quantia? Não é preciso ser um génio para desconfiar que não. Só os grandes interesses são capazes de mobilizar tal quantidade de dinheiro e vão exigir algo em troca, ou seja, a manutenção do seu status. É por isso que me rio sempre que oiço os discursos de qualquer candidato à presidência. Não por troça mas por resignação e conformidade com a verdade: o mundo está dependente de um sistema eleitoral elitista e corrupto.

CNS

23 de fevereiro de 2008

Eu e o meu problema com Deus

Eu não acredito em Deus; penso mais numa força superior. Mas é só um nome, porque não faço a mínima ideia do que seja. Tudo, menos algo que se assemelhe a um homem. Que sentido é que faz que o Homem tenha sido feito à imagem de Deus? Eu parto do princípio de que há, em muitas outras galáxias espalhadas pelo Universo, planetas com sociedades inteligentes e desenvolvidas. Provavelmente, mais inteligentes e desenvolvidas do que o Homem; não é muito difícil. Porque é que haveríamos de ser nós - o próximo animal em vias de extinção - a sermos feitos à imagem e semelhança de Deus, de entre as milhares formas de vida que existem pelo Universo infinito?
(Infinito é como fazer uma viagem de carro que dura horas de seca, mas nunca chegar lá porque é sempre um bocadinho mais à frente. Porque o infinito não acaba. Agora que penso nisso... Porra, infinito é muito... Eu não acredito no conceito de "infinito", mas para a Ciência dizer que o Universo é infinito, pelo menos grande deve ser. Muito mesmo.)
A meu ver, só este corolário chega para acabar com o mito que é "Deus". E o conceito de moral é também deitado abaixo, afinal não há ninguém a ver como nos portamos para depois aplicar um destino eterno. Até porque "eterno" também é um mito, não existe. É mesmo nascer, viver a vidinha e há que despachar a vazar lugar que atrás vem gente! Já passaram tantos milhões de vidas por este planeta, durantes milhares de anos... Se Deus andasse por aí, já tinha deixado uma marca qualquer. Nem que fosse um grafitti numa parede. Resumidamente, rebenta a bolha pessoal!! Não existe Deus! Deixem-se de cenas e legalizem a erva!


Indigo

22 de fevereiro de 2008

O Regresso

Face aos incessantes apelos dos meus colegas de blog, inicio aqui a minha participação neste espaço. Como me parece já ter sido referido, a minha ausência deveu-se a motivos de âmbito cultural, impassíveis de serem adiados. Sinto-me, agora, mais adulto, mais maduro e, sobretudo, mais jocoso. Pronto, portanto, para corresponder ás expectativas dos afectuosos leitores. A viagem começa agora...

CNS

18 de fevereiro de 2008

Reciclagem

José Sócrates acabou de decidir que em Portugal será também construída a 4ª e a 5ª travessias sobre o Tejo. Afinal ainda há que criar 56 000 postos de trabalho antes das eleições e Lisboa já não tem espaço físico para mais um centro comercial.

David descontente

PS. Ao invés de "espaço físico" poderia ter optado por "mercado consumidor", por "pequenas empresas familiares dispostas a alugar tais espaços", ou mesmo por "interesse a nível público no geral já que destrói o comércio tradicional e torna antigos donos de empresas em empregados de caixa do Continente", no entanto estas razões existem já lá vão 15 anos.

14 de fevereiro de 2008

Povo irmão

Desde o início deste blog que os posts têm sido escritos quase sempre com um certo registo humorístico, ou pelo menos a tentativa que isso suceda tem sido clara. Esse não é o objectivo do blog ou pelo menos não é o seu único objectivo. Propomo-nos a falar também de coisas sérias, num registo mais formal e opininativo sem estar presos à necessidade de "ter piada".
Posto isto, pela primeira vez neste blog vou falar sobre algo que me tem preocupado e que é a situaçao de Timor-Leste.
Confesso que temo pelo futuro deste recente Estado que em tempos foi também ele Portugal, passo a explicar aquilo que me apoquenta. Sim, houve uma tentativa de assassinato do Presidente da República e também do Primeiro-Ministro, mas essa não é a questão de fundo, o que realmente me transtorna são as feições do povo timorense. Não há um único ser naquele país que não pareça um primata. Eu se lá vivesse não reproduziria, não estou disposto a correr o risco de ser pai de um saguim, e temo que o povo de Timor, fruto da globalização e do contacto com outros povos, adopte uma postura semelhante. A isto corresponderá o inevitável fim da nação timorense, só os cegos e as pessoas sem padrões mínimos sobreviverão, é triste..

(peço desculpa a todos os timorenses, estas generalizações usualmente são perigosas e não é habito meu fazer comentários racistas ou xenófobos, mas vocês são realmente feios como a potassa!)

GRC

Aeroportos & Restaurantes

Alguma vez se viram num ermo perdido algures por esse Portugal e tiveram que encostar o carro, abrir o vidro e pedir indicações a um grupo de idosos sentados à sombra a bater uma sueca? Se já, então sabem que o resultado é extremamente parecido com o retratado pelo famoso sketch dos Gato Fedorento.

No entanto não é só a nível de dar indicações que o povo português escassa em clarividência e concisão. Tome-se já o quase fora de moda caso do novo aeroporto. É para a Ota? Não porque há que terra planar um monte primeiro (ainda bem que repararam a tempo!). É o 1+1 proposto por Paulo Portas? Não pois é desprestigiante para Lisboa não ter um grande e uno aeroporto como as demais capitais europeias (ainda no outro dia juro que ao atender o telefone apanhei uma linha cruzada em que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o Mayor of London mediam e comparavam os seus aeroportos a ver quem tinha o maior, Lisboa perdeu). É Alcochete a opção certa? Não, na margem sul “jamais!” já que não passa de um deserto. Ah calma! Afinal é mesmo Alcochete dizem os doutores.

Agora temos a nova indecisão do semestre, a 3ª travessia sobre o Tejo. Há que manter os engenheiros a trabalhar e agora temos não só uma proposta apresentada pelo Governo, como temos também 4 alternativas propostas pelos demais gurus da engenharia e lobbies da construção civil. Por mim tudo bem, sinceramente acho que não me afecta de modo algum a decisão do Governo no tempo presente, apenas no futuro distante quando pesar sobre os meus impostos, mas eu nem penso sobre nisso.

Porém, estes maus hábitos de indecisões ou ofertar alternativas gratuitamente sem ninguém ter pedido nada contagiam os nossos imigrantes, e eventualmente acaba por causar transtorno à minha existência. Há dias, num típico almoço num restaurante chinês com o típico grupo de amigos com quem se almoça no restaurante chinês (de entre os quais se inclui Indigo, o Artista), a empregada pergunta-me o que eu quero para ementa. Eu vou sempre para o mesmo: “ Era um porco doce”, disse eu resolutamente. A resposta da senhora foi: “Sim, se quiser é porco doce mas também pode escolher pato com ananás”. Olhe obrigadinho, estamos num país livre, se quiser posso escolher uma das 120318319237 combinações de menus que oferece na sua ementa, eu sei disso, mas por agora, traga-me lá o porco doce que eu estou com fome.

David Jocoso

P.S. A tarefa mais complicada na manutenção de um blog não é o dar-lhe o nome, é antes escolher o título apropriado para cada post.

Uma espécie de 4º elemento..

A pouca postagem no blog poderá indicar que o mais complicado de se ter um blog é criar posts novos, mas não. A escolha do nome foi o mais dificil e provocou importantes cisões no grupo, levando mesmo CNS a abandonar o país num interrail de carácter cultural, repito cultural! Patético.
A escolha de "O Jocoso" surgiu-nos por a jocosidade ser uma característica apreciada ou pelo menos muito falada entre o nosso grupo, isto deve-se à existência do mais recente membro do blog e que eu passo a apresentar:
DJS - Recentemente chegado de Amesterdão, onde se encontrou por motivos festivos, perdão, académicos desenvolveu uma teoria em que divide o mundo em dois tipos de pessoas, os party animals entre os quais se diz incluir (nós dúvidamos disso), e os pussys. Arrogante e incoveniente para muitos e "um menino espectacular" para a sua mãe, DJS tem aquilo que os estudiosos da personalidade humana ousaram chamar "um feitio de piça". Conhecido no ensino secundário por mendigar notas (segundo CNS continua com uma postura semelhante no superior), DJS insistiu em participar neste blog dizendo "Pessooooaaaaal eu é que sou cool, deixem-me participaaaaaar váááá lááááá".
Acedemos por vários motivos, DJS é conhecido entre nós por "jocoso". É sagaz? É. É mordaz? É. Tem opiniões políticas, religiosas e uma maneira de encarar a vida e as relaçoes humanas diferente das nossas? Tem. Tem lugar n'O Jocoso? O leitor avaliará por si, nós somos da opinião de que sim, não só como referimos anteriormente por ele ser a jocosidade em pessoa, mas sobretudo porque seria complicado calá-lo enquanto não fizesse parte deste espaço.
Assim, sinhoras e sinhores, mininos e mininas, o homem que fala à artista circense tendo inventado a expressão "sempéré a córtirééé", o homem que ia às aulas no secundário quando toda a restante turma decidia baldar-se para jogar à bola, o homem que apesar de tudo isto consegue ser amado por todos nós... DJS

GRC

12 de fevereiro de 2008

Dúvidas de Cultura Geral

Hoje almocei com um grupo de amigas num resturante chinês que, como é sabido, é o sítio ideal para conversar sem qualquer tipo de pudor; um povo que come túbaros de camarão e rebentos de soja é, claramente, imoral e desprovido de pudor. Esperávamos então a sobremesa em amena cavaqueira, quando veio à baila um assunto acerca de um ramo da Medicina relativamente ao qual, confesso, sou um pouco leigo. A medicina em questão é a ginecologia.

É difícil escrever sobre este assunto sem soar a ordinareco, mas penso que seja importante realçar duas coisas, a saber:

  • Não é hábito meu concluir as refeições com uma conversa sobre processos hormonais femininos, por muito apetitoso que possa parecer como sobremesa (lá está, soa a ordinareco).
  • A partir do momento em que elementos do sexo feminino usam à mesa termos como "o médico do pipi" em referência ao ginecologista, sinto-me muito mais à vontade com a minha ignorância neste ramo da Medicina.

Indigo

10 de fevereiro de 2008

A insustentável leveza de ser... Artista

Tenho uma teoria acerca de arte e de artistas que já discuti com mentes brilhantes, mas que gostaria de desenvolver.
A Humanidade divide-se em três grupos: as pessoas que fazem arte (os Artistas, portanto), os Outros (apreciadores - ou não - de arte) e as pessoas que entram nas rotundas e as fazem sem utilizar os piscas (são os artistas com "a" minúsculo).
Ora bem, os ditos Artistas são, indiscutivelmente, o motor de qualquer sociedade. Considero Artista qualquer pessoa que tenha uma visão um pouco mais além da dos Outros, o suficiente para criar coisas como o avião, o tecto da Capela Sistina ou a Via-Verde. São elementos que tornam a cultura humana rica, auto-suficiente e desenvolvida. Apontam para a perfeição do Homem enquanto tentam satisfazer as necessidades do presente; abrem horizontes e inspiram outros a fazer o mesmo. Sem Artistas, a cultura e o saber humano estagnariam.
Eu considero que existe uma mentalidade e uma percepção da realidade por parte destes Artistas diferente da dos Outros; é como dois tipos de realidades que coexistem num mesmo Mundo. Só que os Artistas inovam, os Outros usam as inovações. Os Artistas inventam a máquina do tempo, os Outros escrevem o manual de instruções. Qualquer coisa assim...
Onde eu quero chegar é: não menosprezando o trabalho e o papel dos Outros, que é essencial para a subsistência da sociedade, penso que devem ser dadas as condições óptimas aos Artistas para terem o necessário para criar, de modo a que Humanidade se desenvolva. Toda a gente sabe que o génio de um Artista não é um botão que se liga e desliga, é a inspiração (conceito-chave) do momento que dita genialidades pontuais. E essa genialidade aparece em momentos de epifania, como um déjà-vu. É preciso concentração por parte do Artista para saber apreender esse dom. Como tal, a minha teoria é de que os Outros deveriam proporcionar aos Artistas uma vida livre de encargos, de trabalhos não voluntários e de impostos; uma vida exclusivamente dedicada a apreender a genialidade que lhes é intrínseca. Os Outros sustentariam os Artistas e estes, enquanto vivem a sua vidinha, sustentam os Outros com invenções geniais. É muito mais fácil ser-se genial quando não se tem responsabilidades. As pessoas têm de se consciencializar disso e ajudar o Artista a trabalhar em prol de um Mundo melhor. Os Artistas são a salvação da Humanidade, senhores e senhoras. Como artista, retribuí o sustento das minhas férias de Natal com a solução para a paz no Médio Oriente. A solução é: paz mundial! Tenho tido algumas dificulades em concretizar esta solução porque ninguém presta muita atenção às minhas teorias. Mas pronto, quando me chamam de parasita imprestável, eu relembro sempre que há quem faça rotundas sem usar os piscas...

Indigo, o Artista

...e no canto azul, com 63kg de asma:

Numa tentativa de contexto histórico, há que referenciar aqui vários pontos e curiosidades:
  • formados nas escolinhas da zona de Odivelas, o humilde trio que se propõe através deste blog a mudar o Mundo, conta com meia-dúzia de anos de convivência
  • a evolução criativa deste mordaz grupo tem levado a outros níveis aquilo que se entende comummente por arte, "utilizando técnicas que mais ninguém usa"
  • as áreas de interesse dos elementos primam pelo ecletismo, sendo o denominador comum que os une a inteligência humorística, aliada a uma humildade enternecedora
  • são relevantes as semelhanças criativas entre os três Jocosos e trios que marcaram os anais da História, como os Nirvana ou os Moto-Ratos de Marte

O resto transparece por si mesmo. Somos um bocado óbvios, mas existem pormenores curiosos que nos tornam especiais. Eu, por exemplo, gosto de ovos mexidos com atum às três da manhã. Digam o que disserem, o atum fica sempre bem e agrada a todos. O atum é o bitoque dos mares.

Indigo

7 de fevereiro de 2008

Malvada (private)

A sociedade quer que eu bula.. e eu bula.
(Mais uma vez obrigado João Loucura)

GRC