12 de janeiro de 2009

Aquela Higiene...

A verdade é que estou habituado ao papel higiénico da Scottex. Em anos largos de uso, não tenho queixas a apresentar relativamente à qualidade do produto. No entanto, uma altura da nossa vida chega em que temos de decidir explorar limites fora da nossa zona de conforto; isso implica também experimentar marcas de papel higiénico diferentes.
Confesso que nem reparei quando a minha doce progenitora adquiriu papel higiénico Colhogar. No entanto, é difícil passar despercebida a quem o usa, a característica principal deste papel. Estes não são simples rolos de papel higiénico; tal como a embalagem de 24 unidades informa em Bold, estes meninos são verdadeiros "rolazos"! Ou seja, são rolos grandes. Uma característica importante para os amantes de papel higiénico, sem dúvida! (uma breve nota para vocês, amantes de papel higiénico: procurem ajuda profissional, padecem de uma doença triste) Este é, assim, um papel higiénico que oferece maiores hipóteses de não se esgotar na altura menos conveniente, o que atribui um ponto importante para o produto da Colhogar. Além disso, oferece também uma suavidade média em cada folha, sensivelmente ao nível das da Scottex. No entanto (e é aqui que a porca torce o rabo), a Colhogar apresenta um desleixo incrível num pormenor importante em qualquer rolo de papel higiénico: todo e cada picotado que separa as folha do papel higiénico se encontra defeituoso; ora o picotado se estende apenas até meio da folha, ora o picotado existe apenas nas extremidades. Isto faz com que, no acto de separar uma folha de papel do resto do rolo, acabe por ficar com meia folha rasgada na mão, ou até mesmo folha e meia. Pois bem meus caros, penso ser correcto afirmar que, quando um pormenor deste género é descurado, todo o produto falha enquanto produto. Se o utilizador decide que o que precisa são três folhas de papel higiénico, é com três folhas de papel higiénico que deve ficar na mão quando se dirigir ao rolo para as subtrair; não mais, não menos.
Espero que após este pequeno artigo interventivo, em jeito de Correio do Leitor da revista Maria, a Colhogar reveja a sua política de picotado no papel higiénico; junto a minha voz de protesto à de Mário Mata que, no início dos idos anos de mil nove e oitenta, escreveu uma música de intervenção chamada "Não Há Nada P'ra Ninguém", onde se refere a este flagelo da seguinte forma:
"(...)E aplica-lhes a táctica, do papel higiénico
Rasga por todos os lados, menos pelo picotado(...)"
Colhogar, eu e Mário Mata andamos de olho em vocês...

Indigo, o Desempregado

Sem comentários: